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Por que a indústria do plástico irá ser revolucionada com a robotização

    Uma pesquisa da Federação Internacional de Robótica (IFR), divulgada no ano passado, apontou dados relativos à adoção de sistemas robóticos em diversos países, incluindo o Brasil. Apurou-se que em 2016 foram vendidos 1,8 mil robôs industriais por aqui, e que até 2019 serão adquiridas em torno de 3.500 unidades.

     Embora ainda esteja bastante atrás de países como China e Coreia do Sul, cuja previsão, respectivamente, é de aquisição de 90 mil e 40 mil unidades até 2019, o Brasil segue aderindo à tendência, e o setor de plásticos é um forte candidato a ser protagonista deste movimento.
    Conforme explicou Guilherme Souza, CEO da Roboris (SP), integradora exclusiva da japonesa Fanuc, entre 10 e 15% de sua clientela são representados por transformadores de plástico, predominando entre eles, empresas de injeção e sopro de peças técnicas, tais como tanques de combustível. “A demanda por cotações é constante, e empresas de ramos variados; desde fabricantes de armações de óculos até produtores de potes plásticos”, informou.
     As aplicações que estão no topo da lista das mais procuradas são a extração de peças das máquinas, o posicionamento de insertos e a rotulagem. Esta última é um campo extremamente promissor, o que levou Roboris a negociar junto a uma empresa parceira norte-americana o fornecimento de sistemas robotizados para aplicação de rótulos no interior do molde – in mold labelling (IML), os quais deverão estar disponíveis no mercado brasileiro ainda este ano.
    De acordo com Guilherme, entre os fatores que tornam a adoção de sistemas robóticos vantajosa para os transformadores de plásticos estão o baixo investimento em hardware, tendo em vista que as máquinas já estão sendo montadas seguindo protocolos de automação; a relativa simplicidade da engenharia de integração envolvendo robô e ferramental (grippers) e a grande possibilidade de ganho com a sincronização de tarefas, que pode reduzir substancialmente os tempos de ciclo.
     “Atualmente, com um investimento a partir de R$390 mil reais é possível implementar um sistema robotizado para produção de potes plásticos, por exemplo”, afirmou, complementando que os programas de simulação hoje disponíveis asseguram em torno de 85% de correspondência com a dinâmica real da aplicação, estimando com precisão aspectos como tempo, carga e ferramental.
    Para as empresas que planejam investir em robotização ele faz as seguintes recomendações:
  • Conhecer profundamento o processo que serpa automatizado
  • Efetuar uma minuciosa análise de viabilidade
  • Trabalhar de forma muito próxima do pessoal de manutenção, trazendo o integrador para dentro da planta
  • Procurar marcas de robôs e pessoal de integração com boa reputação
Fonte: Revista Plástico Industrial