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Indústria 4.0: O que o Brasil deve aprender com a Alemanha

O conceito indústria 4.0 começou a ser difundido no ano de 2011 em Hannover, Alemanha. Desde então, a iniciativa que propõe uma verdadeira revolução na forma como as fábricas operam é patrocinada e incentivada pelo governo alemão, empresas de tecnologia, universidades e centros de pesquisas.

 

” A indústria 4.0 já é uma realidade. Desde seu anúncio, o governo alemão apoia e promove a produção industrial avançada. Este processo ocorre por meio de diferentes ministérios, órgãos e agências, que trabalham em estreita relação com o órgão privado.” Aponta Bruno Vath Zarpellon, diretor de inovação e tecnologia da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

 

De acordo com Zarpellon, o potencial econômico da indústria 4.0 atraiu a atenção das grandes empresas. Por isso, o investimento no avanço das integrações, instalações e estratégias digitais já é alto.

 

Apesar disso, a adoção da Indústria 4.0 não está limitada a grandes empresas. “O foco da estratégia alemã de Inovação e Tecnologia é voltada para as pequenas e médias, e essa inserção já dá caminho para a 4º Revolução Industrial. Atualmente, 80% das empresas da indústria de eletrônicos já lidam com a indústria 4.0. Contudo, apenas 20% possuem soluções concretas.” Complementa o diretor de Inovação e Tecnologia.

 

Foco em Pessoas

 

Zarpellon chama a atenção para o foco da implementação da Indústria 4.0 na Alemanha estar nas pessoas, ao contrário do que muitos imaginam. “A Alemanha vê as pessoas como centro de sua estratégia, e entende que a tecnologias digitais podem melhorar o ambiente de trabalho, aumentando a eficiência e e a segurança dos trabalhadores, prolongando o tempo produtivo.”

 

É exatamente por isso que a Indústria 4.0 exige uma aliança clara entre os setores privados, científicos, político e sociedade. Além disso as mudanças trazidas por esse novo modelo produtivo também irão impactar as configurações do trabalho.

 

“Ao passo que é preciso de menos funcionários de sentido direto, há uma necessidade maior de profissionais para desenvolvimento de sistemas e para o gerenciamento de processos complexos. Ou seja, a Indústria 4.0 permite novas oportunidades de empregos para trabalhadores qualificados.”

 

Isso significa que esta nova onda vai permitir que os funcionários não realizem tantas tarefas repetitivas e operacionais. Tomando possível o direcionamento da força de trabalho humano a atividades criativas de alto valor agregado. Para Bruno, serão eliminadas as posições de trabalho repetitivos que requerem baixas qualificações profissionais. A tendência é que apenas aumente a demanda por profissionais bem qualificados e talentosos.

 

Formação Profissional

 

Zarpellon argumenta que a Alemanha tem investido cada vez mais na formação profissional por causa dessa mudança. Dessa forma, são integradas diversas formas de conhecimento para formar profissionais multidisciplinares.

 

“Neste sentido, o sistema dual de formação alemã é um modelo a ser amplamente copiado pelo Brasil. Afinal, o sucesso é comprovado pelos índices que apontam a Alemanha com a menor taxa de de desemprego entre os jovens. Uma formação técnica, realizada em parceria com empresas, eleva a qualificação da força de trabalho e a produtividade do país, na medida que os alunos passam a ser moldadas conforme as demandas do mercado. Esse modelo já vem sendo desenvolvido pela Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, no Brasil.”

 

Conhecimento Compartilhado

 

Além da iniciativa para qualificar o trabalho humano, o governo alemão criou a Plattform Industrie 4.0. Lançada em 2013, ela reúne os mais importantes atores públicos e privados em torno da agenda da 4º Revolução Industrial. A iniciativa tem como objetivo identificar as tendências e os desenvolvimentos da manufatura para que seja possível coordenar as ações da Indústria 4.0.

 

Sua liderança é realizada em conjunto pelo Ministério Federal de Economia e Energia Alemão (BMWi) e o Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), com a participação de empresas, sociedade e academia.

 

E a sua empresa, ela está pronta para a Revolução Industrial 4.0?

 

FONTE: A Voz da Indústria