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Os 8 maiores desafios do setor metal mecânico

Atualmente, há uma grande preocupação com o futuro do setor industrial e, mais especificamente, do setor metal mecânico, pois nos encontramos em um cenário de incertezas diversas. Analisando historicamente, percebemos que a indústria metal mecânica perdeu posições no índice de competitividade internacional nesse setor. No entanto, esse ponto não é irreversível e é possível voltar ao desenvolvimento pleno.

Para isso, é essencial buscar a recuperação da economia por meio do aumento da competitividade e produtividade mediante um trabalho interno avançado. Dado esses fatores, são necessárias as seguintes medidas: aperfeiçoamento de técnicas de gestão, aumento do mercado, melhoria das condições produtivas e do desempenho organizacional, redução de custos e de desperdícios, e diminuições de gastos gerais.

Um caminho para melhorar o resultado da sua organização é identificar as principais falhas para que, futuramente, seja possível trabalhar nos seus melhoramentos. Por isso, neste artigo vamos descrever alguns dos principais problemas encontrados na indústria metal mecânica no Brasil.

1. Aplicação prática dos conhecimentos

Segundo o Ranking Mundial de Competitividade, realizado pelo IMD (International Institute for Management Development), o Brasil tem perdido espaço no mercado de metal mecânico internacional há alguns anos.

No ranking geral de 2017, ele ocupou a 61ª posição, sendo que em 2010 ele estava em 38º. Isso mostra a perda de competitividade do país. Consequentemente, isso se reflete em uma série de falhas da indústria como a falta de infraestrutura, inovação e produtividade.

Em geral, os colaboradores ainda estão condicionados às práticas tradicionais. Ou seja, os métodos de ensino aos funcionários ainda se restringem, pois as próprias indústrias não contam com o apoio tecnológico que potencialize o aprendizado.

Logo, uma das maneiras de aperfeiçoar esse quadro é por meio da otimização de todo o trabalho, atendendo às necessidades da organização e também dos colaboradores que podem colocar os seus conhecimentos em prática.

2. Comunicação entre as diversas áreas da empresa

As demandas atendidas por metal mecânicas são diversas e, dependendo do mercado em que estão inseridas, suas características de produção mudam totalmente.

Exemplos de casos:

  • Montagem sob encomenda: caracteriza-se pela preparação para estoque e compra de diversos componentes de uma máquina, mas o início desta pode acontecer até mesmo após o fechamento comercial;
  • Produção sob encomenda: o início da produção se dispara no momento do fechamento comercial, porém, existe uma lista de produtos disponíveis que seguem um padrão preestabelecido;
  • Engenharia sob encomenda: no fechamento comercial são definidos parâmetros diferenciados da engenharia do produto que servem para a produção diferenciada dele, aumentando significativamente a dificuldade de produzir;
  • Produção para estoque: fabricação de itens menores para estoque na expectativa de antecipar demandas e atender o mercado, com produtos padronizados e alta velocidade.

Dependendo de cada um dos casos citados, é necessária uma maior ou menor integração entre as áreas da indústria.

Áreas da indústria em que a reserva de recursos e desenvolvimentos é fundamental

  • Engenharia: quanto menor a padronização dos produtos, maior é a necessidade de desenvolver uma área de engenharia forte, que precisa se integrar intimamente com o processo de produção, transformando todas as necessidades do cliente, coletadas na área comercial em informações para o PCP, compras e chão de fábrica;
  • Vendas: todas as informações coletadas na negociação do projeto devem ser de fácil acesso à área de PCP e Engenharia para evitar retrabalhos;
    • O setor de compras deve conseguir se planejar melhor, analisando o consumo programado para o futuro, de acordo com o planejamento de vendas;
    • A área de vendas deve saber a situação dos pedidos de seus clientes e ter precisão na informação de novos prazos de entrega, considerando a carga de ocupação da produção e formação do preço de venda, por meio das informações da Engenharia.
  • PCP: deve atuar na integração de todas as áreas, propiciando meios de atender os prazos de entrega e alertar o setor de compras para necessidades de matérias-primas mais emergenciais, para evitar paradas desnecessárias na fabricação. Deve trabalhar ligado à equipe de produção, propiciando uma programação executável, acompanhando o andamento das ordens e avaliando indicadores de gestão da fábrica.
  • Compras: todas as informações relacionadas ao estoque de matéria prima são importantes. Normalmente, quando a empresa utiliza-se de fabricação para estoque, a previsão feita pela área de vendas pode ser transformada em necessidade de matéria-prima pelo PCP. Gerenciamento de níveis de estoque também são úteis quando é possível observar uma matéria-prima repetitiva para alguns produtos acabados, padronizados ou não;
  • Produção: tudo que é feito aqui alimenta as diversas outras áreas da empresa. Por exemplo:
    • o consumo real dos materiais permite que o estoque de matéria-prima esteja atualizado;
    • as informações sobre paradas de máquina, velocidade na fabricação, responsáveis pela fabricação, entre outras, permitem que o PCP gere indicadores importantes e se prepare para emitir novas ordens de produção;
    • o andamento da produção gera relatórios da entrega estimada para a área de vendas, e as possíveis falhas que ocorrerem na produção ou impossibilidades de fabricação geram informações importantes para a engenharia da empresa.

3. Acompanhamento das informações do chão de fábrica

As informações do chão de fábrica são essenciais para diversas finalidades, tais como:

  • planejar a produção;
  • atualizar as informações de engenharia;
  • formar indicadores de produtividade, utilização de capacidade, qualidade dos produtos fabricados, paradas gerais na produção;
  • disponibilizar informação em tempo real para áreas interessadas;
  • acompanhar os recursos mais sobrecarregados;
  • agilizar a tomada de decisão na ocorrência de eventualidades;
  • planejar o faturamento;
  • tranquilizar o cliente sobre as entregas pendentes;
  • afirmar datas corretas para entregas futuras.

O chão de fábrica pode ser comparado com um organismo vivo que está sempre se modificando, interagindo e influenciando todas as áreas da empresa. A forma que interagimos com esse setor, como gestores, molda as atitudes dos funcionários e, por isso, é importante lembrar que estamos gerenciando recursos humanos, principalmente. É válido lembrar que:

  • as pessoas são a chave do sucesso da sua organização e devem ser criados métodos para motivar continuamente as atividades realizadas no chão de fábrica;
  • muitas empresas buscam controlar o chão de fábrica como instrumentos mecânicos, mas a gestão deve ser feita de forma participativa, buscando a premiação ao mérito, e não a punição pelo demérito;
  • é necessário arriscar a olhar para a base da pirâmide na busca por soluções. A falta de participação do chão de fábrica a transforma em uma grande caixa-preta;
  • é preciso ter atenção, pois, muitas vezes, falsos lideres inibem sua base para que esses funcionários não falem o que sentem ou o que sabem. Uma boa prática é reunir sua base a cada seis meses e incentivar a participação com elogios, críticas e sugestões.

É fundamental melhorar as práticas de treinamento dos colaboradores, desde aqueles que trabalham no chão de fábrica até aqueles que exercem cargos de chefia. É fato que o país ainda está em defasagem quando se fala na qualificação dos seus profissionais em relação aos outros países, principalmente, quando se fala da indústria.

Um programa de desenvolvimento ajudaria não só na produtividade, mas também na melhor qualidade dos produtos fabricados, o que traria maiores possibilidades de atuação competitiva no mercado.

Ou seja, as indústrias nacionais não só poderiam atender clientes internos, como também os externos. Afinal, existem aqueles países que exigem um rigor maior com relação aos produtos da indústria metal mecânica. Isso faz com que somente aqueles que oferecem diferenciais e apresentam excelência são escolhidos para a compra.

4. Manutenção e flexibilidade de cadastros de engenharia dos produtos fabricados

A manutenção dos registros de engenharia atualizados é essencial para garantir a produção esperada. A engenharia do produto define a lista de materiais, ou bill of materials, o roteiro de produção, as características e os parâmetros do produto.

Nesse processo, a agilidade é extremamente importante. Por isso, um sistema que integre todas as áreas da sua indústria é vital, já que com ele o retrabalho é minimizado ou até eliminado.

Sempre que surgirem mudanças na estrutura do seu produto, serviço ou processo, essas transformações devem ser acompanhadas pela engenharia do produto. Sem essa praticidade, a gestão da empresa é comprometida e começam a surgir retrabalhos por falta de informações ou contradições dessas.

5. Programação da produção com agilidade

Um dos maiores conflitos entre o PCP, comercial e produção é a definição da programação ideal para a fabricação:

  • os prazos passados pelo comercial não condizem com a capacidade da fábrica, e a entrada de pedidos considerados urgentes é maior que a entrada de pedidos sem urgência;
  • a equipe do chão de fábrica não consegue controlar com agilidade as suas atividades e, por isso, as informações que chegam ao comercial estão desatualizadas;
  • o PCP não consegue programar com efetividade os recursos da produção.

Todos os problemas acima são solucionados com a integração entre as áreas de engenharia, PCP, comercial e chão de fábrica. Isso gera a programação da indústria, que dita tudo que precisa ser feito de acordo com determinada prioridade, organizando as atividades recurso a recurso, com prazos estimados de início e fim.

A integração feita pela programação da produção reconhece as informações atualizadas da engenharia em operações pendentes nas ordens de produção (transformação, feita pelo PCP, de uma necessidade de fabricação por meio do fechamento comercial ou baixa de estoque) e avanços registrados no chão de fábrica para cada uma dessas ordens de produção.

Esse processo gera relatórios importantes de organização de atividades para a produção, estima data de entrega de ordens ou pedidos, com base na capacidade real da fábrica, e auxilia o PCP a verificar baixa utilização de capacidade e gerir melhor a fábrica.

6. Planejamento bem estruturado da indústria metal mecânica

A indústria metal mecânica exige um planejamento minucioso, pois é preciso estar sempre atento à redução de gastos e aumento da produtividade. Para não perder em competitividade em relação aos outros países e obter um crescimento sustentável ao longo do tempo é preciso preestabelecer objetivos e um passo a passo do que será realizado.

O planejamento é o responsável por garantir que tanto o orçamento quanto os prazos estipulados sejam seguidos. Ademais, por meio dele será possível obter uma série de outros benefícios, como mostraremos a seguir.

Otimização do processo produtivo

O prazo é um aspecto crítico na indústria metal mecânica. Isso faz com que seja necessário um bom planejamento que ajude a otimizar todo o processo produtivo.

Esse documento deverá conter detalhamentos sobre prazos de execução de cada fase da manufatura, bem como as máquinas e ferramentas que serão utilizadas, pessoal alocado, entre outros detalhes. O bom planejamento também deve especificar informações sobre compras de insumos.

Claro que todos esses aspectos são passíveis de imprevistos. No entanto, com o planejamento, as chances de eles acontecerem são bastante reduzidas, visto que a empresa já terá um plano contingencial. Assim, a produção é mantida.

Diminuição de custos e gastos desnecessários

Outra vantagem trazida pelo planejamento é a diminuição de custos e gastos desnecessários. Como ele é trabalhado em cima de perspectivas e previsões de orçamento, as chances de que um projeto se torne mais oneroso são bem menores.

Isso porque o documento é trabalhado com a otimização de recursos. Ou seja, qualquer gasto ou desvio fora do previsto é facilmente notado. Ademais, evita-se compras de insumo, por exemplo, de última hora, o que costuma sair caro para a indústria, ao produzir mais do que a capacidade de venda.

Há também uma menor incidência de gastos com horas extras. Isso porque o trabalho dos colaboradores é melhor direcionado e ele tem um panorama completo (roteiro) das ações que devem se suceder, evitando assim a dependência de outros fatores para que possam continuar com o trabalho.

Prevenção de erros e falhas

A crescente concorrência tem demandado das empresas maior eficiência em seus trabalhos. Isso quer dizer que as demoras não são bem-vistas, fazendo até com que um cliente o substitua devido a falhas na produção, por exemplo.

Com o planejamento, há uma maior gestão das tarefas, o que ajuda na identificação dos erros, antes mesmo deles acontecerem. Assim, os gestores têm maior controle sobre cada etapa da produção e como suprimir erros em cada uma delas e evitar também os retrabalhos, que geram custos extras à companhia e encarecem os insumos produzidos.

Acompanhamento constante durante a execução dos processos

Falando sobre as fases da produção industrial, acompanhar constantemente a execução dos processos não é uma tarefa simples de se realizar sem um bom planejamento. O plano o ajudará a ter controle sobre todas as etapas com mais propriedade, já que ele já conterá uma previsão não só das ações, mas também de tudo que será necessário para executá-las, como ativos, funcionários, equipamentos, logística, entre outros.

Por isso, considere automatizar todo esse processo para que ele seja ainda mais ágil e bem executado. Ter uma ferramenta tecnológica é um grande investimento, visto que por meio dela é possível ter um controle mais restrito do trabalho desenvolvido, otimizando-o.

Aumento da capacidade produtiva da empresa

A produção na indústria está baixa? Talvez seja a falta de um planejamento adequado. Quando os colaboradores não têm um direcionamento eficaz sobre as tarefas que devem ser feitas, eles costumam postergar mais as ações, visto que precisam a todo o momento questionar qual o próximo passo aos seus superiores.

Logo, isso faz com que todos os benefícios citados anteriormente levam ao aumento da produtividade e, principalmente, à maior organização. O planejamento por si só já ajuda a aumentar a rentabilidade do negócio. Isso porque todos os dados gerados por ele são usados para determinar indicadores de desempenho, previsões de demanda, avaliação de atividade da equipe, capacidade produtiva de acordo com as ferramentas disponíveis, entre outros pontos importantes.

7. Garantia de qualidade e diminuição dos desperdícios de produtos fabricados

A garantia da qualidade dos produtos fabricados é muito importante para o bom relacionamento com os clientes e, em alguns casos, até obrigatória. Além disso, a falha em um componente mecânico pode comprometer equipamentos que colocam em risco a vida de pessoas.

Por conta disso, é essencial entender e diminuir os desperdícios ao máximo. Os indicadores são os mais diversos possíveis. Alguns deles são:

  • quantidade de peças produzidas por hora, em determinado período, por máquina ou funcionário;
  • ranking das máquinas ou funcionários mais eficientes;
  • ocupação das máquinas e funcionários (controle das paradas, motivo das paradas e porcentagem de ocupação);
  • peças retrabalhadas por máquina ou funcionário;
  • produtividade das máquinas ou funcionários (tempo esperado x tempo real de processamento);
  • peças rejeitadas no processo de qualidade;
  • principais motivos de reprovação;
  • comparação de diversos relatórios por turno de fabricação;
  • avaliar os relatórios anteriores por produto.

A lista continua de acordo com as peculiaridades da sua fábrica. Esses indicadores auxiliam os gerentes e supervisores da fábrica no reconhecimento de elementos que estão afetando o desempenho do recurso, equipamento ou funcionário.

Com essas informações, serão geradas ações adequadas para melhorar os indicadores. Após esse procedimento, a fábrica se adapta e alinha a produção com as metas estabelecidas.

Uma das principais questões aqui é ter facilidade na obtenção desses indicadores, sem prejudicar a atividade da fábrica ou do PCP ou gerar retrabalhos. Se as informações forem colhidas corretamente no chão de fábrica pelo próprio ERP, essa ação é concluída rapidamente, sem a necessidade de exportação e compilação de dados.

O suporte na tomada de decisão no curto, médio e longo prazo é garantido por conta dessa facilidade e, dessa forma, pode-se dizer que o sistema de indicadores está relativamente bem integrado ao sistema informatizado e disponível para as pessoas que precisam tomar decisões sobre a manufatura.

8. Auxílio de especialistas

A união de todas as áreas da indústria é importante para o sucesso da gestão empresarial de Manufatura e Metalurgia. Além disso, o uso de indicadores personalizados reduz custos e facilita a gestão dos recursos, aumentando cada vez mais o diferencial competitivo.

 

Um dos benefícios trazidos é a gestão de custos. A preocupação crescente da indústria metal mecânica no Brasil com a lucratividade torna necessária a maior fiscalização dos gastos, evitando principalmente aqueles custos desnecessários e que oneram o orçamento.

FONTE: Nomus Industrial

 

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