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As Profissões do Futuro no Setor de Máquinas e Ferramentas

Um estudo divulgado em 2018 pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizado Industrial) mostra que o avanço da Manufatura Avançada (Indústria 4.0) deverá criar 30 novas profissões em oito áreas nos próximos anos. E entre os segmentos beneficiados estão o setor de máquinas e ferramentas.

“Para o desenvolvimento do estudo, escolhemos alguns setores que teriam algum impacto com a Indústria 4.0 e olhamos para dentro deles buscando quais seriam as mudanças nessas profissões, podendo, dessa forma, nos prepararmos para a chegada das novas ocupações e desenvolver cursos compatíveis com essa expectativa de mercado.” Márcio Guerra Amorim, gerente de estudos e prospectiva da CNI ( Confederação Nacional da Indústria).

Dentre as profissões apresentadas no setor de máquinas e ferramentas, destacam-se quatro que vão nortear o avanço da Manufatura Avançada por atenderem ás suas novas necessidades. São elas: projetistas para tecnologia 3D, operador de high speed machine, programador de ferramentas e técnico de manutenção em automação. Saiba mais a seguir.

 

1 – Projetista de Tecnologias 3D

Essa profissão no setor de máquinas e ferramentas tem um papel muito importante por conta da prototipação das soluções. Hoje, com a difusão das impressoras 3D, é possível fazer protótipos de soluções para a indústria em uma velocidade muito alta. Cabe ressaltar que o projetista é aquele que olha diretamente para os problemas e desafios e desenvolve soluções de maneira bastante ágil, mediante o uso de softwares avançados. Cabe a esse projetista transformar produtos, projetando-os e buscando soluções para o seu aperfeiçoamento. Para isso, é preciso ter habilidades associadas á tecnologia e ao desenho das tecnologias.

Já entre as competências socioemocionais, estão uma visão que permita a resolução de problemas e a capacidade criativa. Além disso, o senso de trabalho em equipe é fundamental para crescer nessa nova profissão, pois caberá ao especialista conversar com quem está dentro da produção e quem está conectado com o mercado para compreender a necessidade do cliente – e, assim, projetar e criar soluções inteligentes e aderentes ao cenário.

2 – Operador HighSpeed Machine

A high speed (máquinas de usinagem que possui vários eixos) é uma tecnologia capaz de elevar a produtividade no chão de fábrica. Para exercer esse cargo, o operador precisa ter um grande conhecimento matemático, visto que o entendimento de cálculos é fundamental – essas máquinas produzem peças de metal com alta complexidade e resistência, desenvolvidas a partir de um bloco de metal com velocidade muito grande.

Para realizar tais atividades, ele também precisa ter conhecimento de programação, das características dos materiais, além de ser concentrado e organizado. “O profissional tem de atualizar constantemente por conta dos softwares, da capacidade de programação das máquinas e da linguagem dos equipamentos.” pontua Amorim.

3 – Programador de Ferramentas

O programador de ferramentas é uma das profissões que acaba englobando algumas características do programador de software por exigir do profissional a capacidade de trabalhar e conhecer materiais para desenvolver ferramentas que vão se acoplar e peças diversas.

A função se difere um pouco do antigo operador de ferramentas, que tinha a responsabilidade de fazer somente moldes, a partir das ferramentas que estavam disponíveis.

” A medida que a tecnologia vai avançando, esse programador de ferramentas precisa ir se adequando e estar atento ao processo de customização e desenvolvimento das novas ferramentas para lidar com as novas tecnologias, uma vez que o processo passa a ser muito mais rápido,” enfatiza Márcio Guerra.

Para seguir essa profissão, é necessário que o trabalhador tenha um olhar muito mais abrangente, e isso tem a ver com o desenvolvimento tecnológico e o design que ele emprega nas ferramentas no momento de desenvolve-las.

4 – Técnico de Manutenção e Automação

Umas das profissões mais impactadas pela Manufatura Avançada, uma vez que os sensores vieram para mudar a rotina da indústria e das pessoas como um todo, o técnico de manutenção em automação poderá atuar na construção civil, tendo um papel fundamental nos projetos de automação, pois será ele quem vai lidar com protocolos de transferência de informação de dados ou com a identificação de determinadas cores e processos.

Ainda há um delay entre o que a indústria exige e o que é oferecido em termos de educação para as profissões no setor de máquinas e ferramentas, mas esse gargalo já vem mudando com maior celeridade.

“As universidades e escolas técnicas precisam ter uma dinamicidade maior, olhar para o futuro e se antecipar para formar melhores engenheiros, além de um técnico em manutenção que responda ás necessidades da sociedade. Caso isso não ocorra em tempo, o país perderá competitividade, encontrando dificuldade se de inserir no mercado global” conclui o gerente de estudos e prospectiva da CNI.

 

 

Fonte: A Voz da Indústria

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